Suporte à decisão clínica que raciocina como um anestesiologista: gradue o estado físico, trabalhe a via aérea difícil, avalie o risco pré-operatório — com a regra de decisão e exatamente o que a mudaria. Feito para anestesiologistas verificados.
Duas perguntas reais de anestesiologia, cada uma raciocinada como o HeyHippocrates responde: as competências disparam, a resposta tem fonte, a regra de decisão é explícita e o que falta é sinalizado. Role até cada uma.
ISR de emergência, não consigo intubar após duas tentativas, saturação de oxigênio caindo para 88% sob ventilação com máscara — próximo passo?
Declare uma situação de não-intubação e siga o algoritmo da via aérea difícil: peça ajuda, limite novas laringoscopias e passe para uma via aérea supraglótica para restaurar a oxigenação (Plano B). Se a oxigenação ainda falhar — uma emergência de não-intubação-não-oxigenação — vá para o acesso cervical anterior (cricotireoidostomia por bisturi–bougie) sem demora. A prioridade é oxigenar, não intubar.
Regra de decisãoFalha na intubação → pedir ajuda, limitar tentativas, via aérea supraglótica; se não-intubação-não-oxigenação → acesso cervical anterior agora; oxigenar primeiro, depois decidir acordar vs prosseguir.
Não estabelecido apenas com isto — o grau de ventilação com máscara, a urgência cirúrgica, o risco de aspiração e o equipamento mudam a conduta.
Paciente de 65 anos para cirurgia não cardíaca eletiva de grande porte, hipertensão e diabetes, sobe dois lances de escada sem sintomas — investigação cardíaca antes?
Estime o risco perioperatório (RCRI) e a capacidade funcional. Subir dois lances equivale a cerca de >4 METs — boa capacidade funcional — então, com paciente estável, o teste de estresse pré-operatório de rotina não é indicado e só adiciona atraso sem benefício. Mantenha a estatina e qualquer betabloqueador já estabelecido, ajuste os antiagregantes e os antidiabéticos, e otimize a pressão arterial.
Regra de decisãoBoa capacidade funcional (>4 METs) + estável → prosseguir sem novos exames cardíacos; testar só se mudar a conduta; manter estatina/betabloqueador, planejar o antiagregante.
Não estabelecido apenas com isto — sintomas cardíacos ativos, o RCRI, o risco cirúrgico e eventos recentes mudam a investigação.
Simulações ilustrativas. O médico sempre decide.
As perguntas exatas que a sua área pesquisa — respondidas no formato da base de conhecimento: a resposta, a regra de decisão, o que falta e a fonte.
O estado físico ASA gradua o paciente, não a cirurgia: I paciente saudável; II doença sistêmica leve (hipertensão controlada, tabagista); III doença sistêmica grave que limita a atividade (diabetes mal controlado, DPOC); IV doença grave que é ameaça constante à vida; V paciente moribundo que não se espera que sobreviva sem a operação; VI doador de órgãos com morte encefálica. Acrescente "E" para emergência.Classificação ASA
Regra de decisãoGradue a doença sistêmica do paciente (I–VI), acrescente E para emergência; sinaliza risco e equipe, mas não cancela um caso por si só.
Dados faltantes: as comorbidades específicas, seu controle e a capacidade funcional refinam o grau.
Siga o plano: o Plano A é máscara facial e intubação traqueal com tentativas otimizadas (limite o número); o Plano B é uma via aérea supraglótica para restaurar a oxigenação; o Plano C é uma tentativa final de ventilação com máscara facial; o Plano D é o acesso cervical anterior. Peça ajuda cedo, mantenha o paciente oxigenado entre as tentativas e nunca se fixe na intubação enquanto a saturação cai.DAS · diretriz
Regra de decisãoOtimize e limite as tentativas de intubação → via aérea supraglótica → máscara facial → acesso cervical anterior; a oxigenação é a prioridade o tempo todo.
Dados faltantes: o exame da via aérea, o grau de ventilação, a urgência e o equipamento disponível mudam cada etapa.
Combine o risco cirúrgico, um índice de risco cardíaco (RCRI) e a capacidade funcional. Um paciente com boa capacidade funcional (cerca de >4 METs) e sem condição cardíaca ativa geralmente prossegue sem novos exames. Solicite imagem de estresse apenas quando o resultado mudar a conduta — capacidade ruim ou desconhecida com risco elevado. Mantenha as estatinas e os betabloqueadores estabelecidos; individualize o momento do antiagregante.ACC/AHA · perioperatório
Regra de decisãoCondição cardíaca ativa → avaliar/tratar antes; caso contrário >4 METs → prosseguir; testar só se mudar a conduta; manter estatina/betabloqueador.
Dados faltantes: sintomas instáveis, o RCRI, a urgência cirúrgica e o status de stent/antiagregante definem a decisão.
Suspeite de LAST com sinais neurológicos (dormência perioral, agitação, convulsões) ou colapso cardiovascular após uma dose de anestésico local. Interrompa a injeção, peça ajuda, garanta a via aérea com oxigênio a 100% e administre emulsão lipídica a 20% (um bólus de cerca de 1,5 mL/kg, depois uma infusão). Trate as convulsões com um benzodiazepínico, use epinefrina em dose reduzida, evite a vasopressina e o propofol como droga de resgate, e reanime por um período prolongado.ASRA · LAST
Regra de decisãoInterromper a injeção → via aérea/oxigênio → bólus + infusão de emulsão lipídica a 20% → benzodiazepínico para convulsões, epinefrina em dose reduzida, reanimação prolongada.
Dados faltantes: o agente, a dose e o local, o momento e o quadro cardiovascular mudam a resposta.
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